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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ATENÇÂO NA IMAGEM


Olhem só que imagem interessante!
Prestem bem atenção nos detalhes!
Muito criativo né?
Fico imaginando a devoção da pessoa que o elaborou!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Preste atenção......leia bem devagarinho!!!! Vale a pena!!!

Preste atenção......leia bem devagarinho!!!! Vale a pena!!!

VOCÊ: Pai nosso que estais no céu...

DEUS: Sim? Estou aqui...
VOCÊ: Por favor, não me interrompa, estou rezando!
DEUS: Mas você me chamou!
VOCÊ: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou rezando.... Pai nosso que estais no céu...
DEUS: Ai, você fez de novo.
VOCÊ: Fiz o que?
DEUS: Me chamou! Você disse: Pai nosso que estais no céu. Estou aqui. Como é que posso ajudá-lo?
VOCÊ: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezando. Rezo o Pai Nosso todos os dias, me sinto bem rezando assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumprí-lo...
DEUS: Mas como podes dizer Pai Nosso, sem lembrar que todos são seus irmãos, como podes dizer que estais no céu, se você não sabe que o céu é a paz, que o céu é amor a todos?
VOCÊ: É, realmente ainda não havia pensado nisso.
DEUS: Mas prossiga sua oração.
VOCÊ: Santificado seja o Vosso nome...
DEUS: Espera ai! O que você quer dizer com isso?
VOCÊ: Quero dizer... quer dizer, é... sei lá o que significa. Como é que vou saber? Faz parte da
oração, só isso!
DEUS: Santificado significa digno de respeito, Santo, Sagrado.
VOCÊ: Agora entendi. Mas nunca havia pensado no sentido dessa palavra SANTIFICADO. "Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu..."
DEUS: Esta falando sério?
VOCÊ: Claro! Por que não?
DEUS: E o que você faz para que isso aconteça?
VOCÊ: O que faço? Nada! É que faz parte da oração, além disso seria bom que o Senhor tivesse um controle de tudo o que acontecesse no céu e na terra também.
DEUS: Tenho controle sobre você?
VOCÊ: Bem, eu freqüento a igreja!
DEUS: Não foi isso que Eu perguntei! Que tal o jeito que você trata os seus irmãos, a maneira com que você gasta o seu dinheiro, o muito tempo que você dá a televisão, as propagandas que você corre atrás e o pouco tempo que você dedica a Mim?
VOCÊ: Por favor. Pare de criticar!
DEUS: Desculpe. Pensei que você estava pedindo para que fosse feita a minha vontade. Se isso for acontecer tem que ser com aqueles que rezam, mas que aceitam a minha vontade, o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.
VOCÊ: Esta certo, tens razão. Acho que nunca aceito a sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol, se manda o sol reclamo do calor, se manda frio, continuo reclamando, se estou doente, peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...
DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos Eu e Você, mas olha, vamos ter vitórias e derrotas. Eu estou gostando dessa nova atitude sua.
VOCÊ: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está demorando muito mais do que costuma ser. Vou continuar: ... "o pão nosso de cada dia nos dai hoje..."
DEUS: Pare ai! Você esta me pedindo pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando me pedires o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem pão. Pode pedir-me o que quiser, desde que me veja como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de sua oração. Continue!
VOCÊ: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..."
DEUS: E o seu irmão desprezado?
VOCÊ: Está vendo? Olhe Senhor, ele já criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso me vingar.
DEUS: Mas, e a sua oração? O que quer dizer sua oração? Você me chamou, e eu estou aqui, quero que saias daqui transfigurado, estou gostando de você ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de você, não acha?
VOCÊ: Acho que iria me sentir melhor se me vingasse!
DEUS: Não vai não! Vai se sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pense na tristeza que me causaria, pense na sua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para você. Basta você querer.
VOCÊ: Pode? Mas como?
DEUS: Perdoe seu irmão, Eu perdoarei você e te aliviarei.
VOCÊ: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.
DEUS: Então não me peças perdão também!
VOCÊ: Mais uma vez está certo! Mais só quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Esta bem, esta bem, eu perdôo a todos, mas ajude-me Senhor. Mostre-me o caminho certo para mim e meus inimigos.
DEUS: Isto que você pede é maravilhoso, estou muito feliz com você. E você, como está se sentindo?
VOCÊ: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade, nunca havia me sentido assim! É tão bom falar com Deus.
DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossiga...
VOCÊ: "E não deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal..."
DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponha em situações onde possa ser tentado.
VOCÊ: O que quer dizer com isso?
DEUS: Deixe de andar na companhia de pessoas que o levam a participar de coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandone a maldade, o ódio. Isso tudo vai levá-lo para o caminho errado. Não use tudo isso como saída de emergência!
VOCÊ: Não estou entendendo!
DEUS: Claro que entende! Você já fez isso comigo várias vezes. Entra no erro, depois corre a me pedir socorro.
VOCÊ: Estou com muita vergonha, Perdoe-me Senhor!
DEUS: Claro que perdôo! Sempre perdôo a quem esta disposto a perdoar também, mas não esqueça, quando me chamar, lembre-se de nossa conversa, medite cada palavra que fala! Termine sua oração.
VOCÊ: Terminar? Ah, sim, "AMÉM!"
DEUS: O que quer dizer AMÉM?
VOCÊ: Não sei. É o final da oração.
DEUS: Você só deve dizer AMÉM quando aceita dizer tudo o que eu quero, quando concorda com minha vontade, quando segue os meus mandamentos, porque AMÉM! quer dizer, ASSIM SEJA, concordo com tudo que rezei.
VOCÊ: Senhor, obrigado por ensinar-me esta oração e agora obrigado por fazer-me entendê-la.
DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles que querem sair do erro, aqueles que querem ser livres do pecado. Abençôo-te e fica com minha paz!
VOCÊ: Obrigado Senhor! Estou muito feliz em saber que és meu amigo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Ninguém deve ser excluído.

Certa vez, em uma reunião diocesana para a implantação do Dízimo em determinada diocese, dizia um padre:
- Eu não quero o Dízimo em minha paróquia. Minha paróquia é muito pobre e acho uma grande injustiça falar do Dízimo para os pobres.
O missionário que conduzia os trabalhos perguntou àquele padre:
- E como sobrevive a sua paróquia?
O padre respondeu:
- Minha paróquia sobrevive das festas!
Naquele momento, lembrei-me de uma festa de igreja no Mato Grosso do Sul. Enquanto todos comiam e bebiam, diversas pessoas carentes mendigavam, dos participantes, dinheiro ou algo para comer.
No Dízimo é diferente, ninguém fica de fora, podendo dar mais, dou mais, se não posso, dou menos, se sou muito pobre e não posso dar nada, não fico excluído, partiipo também, não dando e sim recebendo ajuda através da dimensão social do Dízimo.
O Dízimo não exlui ninguém, é realmente inspirado por Deus.
Arthur Jorge.SP

quarta-feira, 26 de março de 2008

O ADMINISTRADOR INFIEL - TEOR DA PARÁBOLA


(Lc 16, 1-9)


Jesus contou aos seus discípulos a estória de um homem
administrador de grande fazenda, em que se cultivavam cereais e
oliveiras. O respectivo proprietário vivia na cidade distante, de modo
que delegava amplos poderes ao seu ecônomo: tratava com os
colonos e clientes do seu patrão; alugava, vendia e comprava a seu
bel-prazer.
Um dia o procurador foi chamado ao escritório do seu patrão, que
lhe disse secamente: "Chegaram-me aos ouvidos péssimas
referências a teu respeito: tens esbanjado os meus bens. Presta
contas da tua administração, pois estás intimado a sair do cargo". Isto
se entende desde que se leve em conta que os orientais não
conheciam o controle regular das finanças.
Verifica-se que o administrador era, sim, desonesto, mas também
leviano; levava vida fácil e alegre, jogando com os bens de que
dispunha cada dia, sem mesmo se preocupar com o amanhã ou com
o seu próprio enriquecimento. Era o homem "não sábio", insensato,
que, ao ser demitido, se viu dolorosamente embaraçado: nada tinha
para garantir o seu futuro, pois simplesmente dilapidava os bens do
patrão. Levou, pois, um grande susto!
Pôs-se então a monologar consigo mesmo: não se desculpava,
mas reconhecia a sua culpa. Que faria doravante? Cavaria a terra?
Mendigaria? Nem uma coisa nem outra; o procurador, que fizera as
vezes de senhor de boa categoria social, tinha vergonha; ademais,
para cavar a terra, faltavam-lhe as forças e o hábito; quanto a
mendigar, parecia-lhe duplamente vergonhoso, depois de uma vida
abastada; com efeito, os judeus consideravam a mendicância como
castigo de Deus; ver Eclo 40,28s: "Filho, não vivas mendigando: é
melhor morrer do que mendigar. Ao homem que olha para a mesa
alheia, a vida não deve ser contada como vida".

De repente, o procurador descobriu um artifício astuto para se livrar das dificuldades. Chamaria cada um dos devedores do patrão e
diminuiria a sua dívida; quem aceitasse tão vantajosa negociata,
ficaria depois obrigado a receber em sua casa o administrador
demitido e carente de apoio. Assim o desonesto ecônomo aproveitou
os últimos dias de sua gestão não para devolver o que roubara, mas
para roubar mais ainda, só que, dessa vez, com proveito para si, com
previdência, com esperteza, ele que sempre roubara com leviandade
e futilidade. Compreende-se que os credores tenham aceito prontamente a "interessante" proposta do administrador, sem pensar
talvez nas obrigações que contraíam para com ele num futuro
próximo. Notemos, aliás, o estilo do diálogo do ecônomo com os
devedores: começa pela pergunta: "Quanto deves ao meu senhor?",
pergunta retórica, pois o administrador devia saber o montante; a
questão, porém, era válida para recordar ao devedor a importância
da sua dívida; reconheceria melhor o vulto do favor que lhe era prestado
pelo ecônomo astuto.Há quem explique de outro modo a negociata de
16,5-7: segundo o costume, tolerado na Palestina naquela época,
dizem, o administrador tinha o direito de conceder empréstimo com os
bens do seu senhor. E, como não era remunerado, ele se indenizava
aumentando, no recibo, a importância dos empréstimos. Assim na
hora do reembolso ficava com a diferença como se fosse seu
honorário ou seu juro. No caso da parábola, portanto, ele não havia
emprestado senão cinqüenta barris de óleo e oitenta medidas de trigo.
Colocando no recibo a quantia real, ele apenas estava se privando do
benefício que lhe tocaria segundo o costume vigente. Sua
desonestidade, portanto, não consistiria na redução de dívidas
devidas ao patrão, mas nas ações fraudulentas anteriores que
provocaram a sua demissão.

Este modo de entender o comportamento do administrador parece
um tanto artificial e arbitrário; pode-se perguntar: onde é que o texto
evangélico o fundamenta...? Mais lógica e óbvia parece-nos ser a
clássica interpretação: o administrador negociou desonestamente com
o dinheiro do patrão até o último dia da sua gestão.

O proprietário dispensou o procurador. Tomou então consciência
da fraude astuta; mas já era tarde para invalidá-la. Por isto, embora
sofresse o dissabor da lesão, ainda quis reconhecer a esperteza ou
habilidade do ladrão; não fora um ladrão bobo... "O senhor louvou o
administrador desonesto por ter agido com prudência" (v. 8a). "O
senhor", no caso, não é Jesus, mas o patrão lesado, que reconheceu
a fraude com espírito de humor.
Jesus, porém, acrescentou:"... pois os filhos deste século são
mais prudentes com a sua geração do que os filhos da luz" (v. 8b).
Que significa isto?

"Os filhos deste século" é expressão semita equivalente a "homens absorvidos pêlos interesses materiais ou temporais".

Estão em contraste com "os filhos da luz", sinônimo de "filhos de
Deus" (cf.1Jo 1,5), homens voltados para a prática do bem e da
honestidade. "Mais prudentes" quer dizer: "mais espertos, hábeis,
conscientes"; "com sua geração", isto é, com seus semelhantes. — As
palavras de Jesus exprimem um fato que até hoje se verifica: os maus
são mais finórios e sagazes na promoção dos seus interesses maus
ou meramente materiais do que os bons no serviço dos verdadeiros
valores e do próprio Deus. Já dizia Pio XII que o grande escândalo
dos nossos tempos é que os bons "estão cansados", ao passo que os
maus trabalham muito; pode parecer que a procura dos bens
materiais empolga mais os pecadores do que a procura dos bens
espirituais empolga os justos; os maus têm mais zelo pelo que é mau,
do que os bons pelo que é bom. Exemplo disto seria o administrador
desonesto que soube encontrar hábeis recursos para se manter
impune na fraude até o fim; seria para desejar que os bons o
imitassem na promoção do bem; "Aqueles correm em demanda de
uma coroa perecível; nós em demanda da imperecível", diz São Paulo
(1Cor 9,26). É bem de notar que Jesus não manda cometer o mal,
mas sim praticar o bem, todavia com o interesse e o empenho que os
maus aplicam para a promoção do mal. Lembremo-nos de que,
paralelamente, Jesus exorta os seus discípulos a ser hábeis como as
serpentes (cf. Mt 10,16).

Segundo alguns comentadores, a parábola termina no v.8. Cremos, porém, que o v.9 a integra como conclusão tirada por Jesus:
"E eu vos digo: fazei amigos com o dinheiro da iniqüidade, a fim de
que, no dia em que faltar, eles vos recebam nas tendas eternas". Esta
frase, aparentemente misteriosa, quer dizer o seguinte:

"Dinheiro da iniqüidade" é expressão semita que designa o
dinheiro como tal,... dinheiro que em si é algo de neutro (moralmente,
nem bom nem mau), mas que muitas vezes é iniqüamente utilizado
pelos homens; daí dizer-se "dinheiro iníquo" (1). Jesus faz do dinheiro
um símbolo dos bens ou talentos que cada um de nós possui (tempo,
saúde, dotes pessoais...); e exorta-nos a que, com esses bens,
pratiquemos obras boas (Vaçamos amigos") que nos mereçam o
ingresso na vida eterna ("tendas eternas")(2) . Sejamos tão zelosos
quanto os filhos das trevas, para realizar o bem enquanto é tempo, ou
enquanto a graça de Deus nos possibilita preparar nossa vida
definitiva; temos aqui um convite para acumular tesouros no céu, seja
por meio da esmola, seja mediante outras obras boas; ver Lc 12,33;
18,22.
(1)O texto grego diz 'mamona da iniqüidade*. Mamona vem da raiz aramaica mn (-aquilo em que se pode confiar, ou que ó seguro). Entra os judeus, significa posses ou propriedades, não raro em sentido pejorativo.
(2)"Habitar em tendas* é uma imagem que designa a mansão de Deus ou, sem metáfora, a bem-aventurança final; ver Mc 9,5; At 15,16; Ap 7,15; 21,3.


Os rabinos costumavam dizer que as boas obras são nossos intercessores: "Aquele que cumpre um mandamento, adquire para si um intercessor" (R Abn. 4,11).
"Donde vem que as esmolas e as obras de caridade sejam um grande intercessor? * (Tos. Pea 4,21).
Procuremos agora definir claramente os ensinamentos da parábola.

Lição 2: A interpretação da parábola
A parábola do administrador iníquo, que freqüentemente causa dificuldades aos intérpretes, é portadora de profundos ensinamentos.
Devemos observar, antes do mais, que é uma parábola a contraste..., parábola em que o Senhor propõe uma imagem negativa, hedionda, que, por contraste, significa algo de positivo e muito belo. Assemelha-se ao negativo de uma fotografia, que deve ser revelada, de tal modo que os respectivos traços pretos se tornarão brancos. Há outras parábolas deste gênero no Evangelho: em Lc 18,1-8 o juiz cínico é figura, por contraste, do Senhor Deus (que é o contrário do cinismo); em Lc 11,5-8 o amigo comodista é símbolo do próprio Deus (o Amigo que primeiro nos amou; cf. 1Jo 4,19); em Lc 11,11-13 o pai da terra, deficiente como é, simboliza o Pai do céu (que é perfeito). — No caso de Lc 18,1-9 Jesus propõe um homem que é fraudulento e leviano, fútil; um dia leva um susto, que o obriga a pensar sobre o sentido da vida; converte-se então, nos poucos dias que lhe restam, da futilidade e insensatez para a sabedoria e habilidade, sem porém deixar de ser desonesto. Com outras palavras: temos a história da fraudulência leviana que se converte em fraudulência atenta e sábia, em conseqüência de um susto que ainda lhe deixou poucos dias para se converter. Ora Jesus nos diz que essa estória ó imagem do que nós devemos fazer, nós que queremos ser filhos da luz e não filhos das trevas. Propensos à superficialidade e à rotina de vida, saibamos aproveitar os sustos que a Providência permite em nossa existência a fim de nos convertermos à sabedoria, sensatez e profundidade do coração.
Eis o esquema correspondente:
1) Filho deste mundo

Fraudulência insensata susto Fraudulência sensata
Prazo

2) Filho da Luz

Cristãos levianos susto cristãos mais sábios
Prazo

Mais precisamente formulemos as seguintes conclusões:






A parábola do administrador iníquo está na linha das do rico
proprietário de Lc 12,16-21, e do ricaço de Lc 16,19-31: ensina-nos a
olhar os bens deste mundo com sabedoria, isto é, a partir da
eternidade ou à luz do definitivo, a fim de não sermos surpreendidos
pela morte. Acrescenta, porém, às anteriores um elemento novo. Após
o susto ou a desinstalação, ainda há um prazo para a conversão e o
recomeço: Deus é paciente e misericordioso; antes de aplicar a justiça
definitiva, Ele concede oportunidades de emenda.
Assim a parábola vem a ser uma exortação à conversão (a sua tônica
está neste traço)..., conversão não tanto do pecado grave para a
virtude, mas sim da virtude levianamente praticada para a virtude
exercida com pleno fervor. O fervor heróico pode tomar aspectos
diversos no decorrer da história do Cristianismo. Eis a propósito, dos
Padres do deserto (século IV):
Certa vez um grupo de jovens monges foi procurar o abade Isquirião
no deserto para pedir-lhe orientação. Após narrar o seu modo de vida
austera (jejuns, vigílias, trabalho manual...), perguntaram-lhe: "Quanto
vale a nossa vida?" Respondeu o ancião: "Vale a metade daquilo que
nossos Pais fizeram". Muito surpresos, indagaram os jovens: "E
aqueles que virão depois de nós, quanto valerão?" Disse Isquirião: "
Farão a metade do que nós fazemos". Mais atônitos, ainda
perguntaram os jovens: "E aqueles que virão depois desses, que
farão?" Respondeu o abade: "Farão menos ainda do que os
anteriores, mas sobrevirá a eles uma grande tempestade, e os que

permanecerem fiéis naquele tempo, serão maiores do que nós e os
nossos pais".

Esta despretensiosa profecia vem-se cumprindo. Com efeito; é
cada vez mais atenuada em nossos dias a prática de ascese corporal
rigorosa (talvez em virtude da agitação da vida e do enfraquecimento
das saúdes), mas nem por isto os cristãos contemporâneos estão
condenados à mediocridade; a Providência lhes oferece a
oportunidade de ser constantemente sacudidos e solicitados para uma
vida sábia, consciente e plena mediante a tempestade de propostas
filosóficas dentro e fora da Igreja; levam a procurar "atenuar" ou
"humanizar* as exigências da fé; quem lhes resiste, mobiliza
constantemente suas energias espirituais e sacode a rotina...

2) A parábola nos ensina, como outras já estudadas, a aproveitar
os bens que temos, não necessariamente o dinheiro, mas outros dons
de Deus... enquanto é tempo, enquanto somos peregrinos à luz desta
vida terrestre. "Hoje, Oxalá ouçais a sua voz... Não endureçais vossos
corações,... como vossos pais, que me tentaram, embora tivessem
visto as minhas obras" (SI 94,7-9). Não sabemos quantas vezes ainda
diremos "Hoje...". Daí a premência de aproveitar o presente.
3) Saibamos tirar proveito também dos sustos e reveses desta vida ou... até mesmo do pecado. Deus pode permitir o pecado para
que despertemos da inconsciência para um comportamento mais
definido e coerente. Tudo é graça no plano de Deus; tudo pode servir
à nossa salvação.
4) O grande mal que pode acometer um cristão é a mediocridade de vida, é a acomodação sem dinamismo. Para Deus, só pode haver
uma resposta condigna: doar-se totalmente, sem regateios. Diz o
Senhor: "Conheço a tua conduta: não és frio nem quente. Oxalá
fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente,
estou para te vomitar de minha boca" (Ap 3,15s). O desfibramento da
vida cristã, que por si é extremamente dinâmica, é que causa a
perplexidade e a indiferença do mundo ateu. "Vós sois o sal da
terra...", diz o Senhor (Mt 5,13).

segunda-feira, 24 de março de 2008

Horoscópo - Curiosidade

Aquário

Saia do Aquário do seu egoísmo, seja dizimista, e ajude sua comunidade a ajudar você.


Peixes

Avance para águas mais profundas: nade para as redes do Senhor, deixe-se pescar por Jesus.
Participe da sua comunidade.


Áries

O que você está esperando para partilhar um pouco de seus dons e de seus bens?
Não permita que a morte, um dia, o impeça definitavamente de servir sua comunidade.


Touro

Não seja um cristão avacalhado, participe de sua comunidade. Ela quer contar com você.


Gêmeos

Ninguém pode ser feliz sozinho. Dê um pouco de si à sua comunidade, partilhando o dízimo do tempo e dos dons.


Câncer

Vivemos sob o signo do egoísmo e da ganância, por isso somos vítimas da maldição. Vamos mudar essa triste realidade, partilhando um pouco do muito que Deus nos dá.


Leão

Seja um verdadeiro leão em sua comunidade. Lute para que o amor do Senhor Jesus vença o egoísmo e a ambição e transforme o mundo.


Virgem

Essa palavra sempre me faz lembrar de Maria, nossa mãe, e de Jesus. Presentes que Deus quis partilhar com todos nós.


Libra (balança)

Libra lembra dólar; um dólar é quase um Euro; e tudo isto conduz ao Real. Vamos cair na Real, pois tudo passará menos as palavras de Jesus. Leia a Bíblia e dê testemunho de Jesus.


Escorpião

Pense em quantas pessoas contam com você para aprender a amar e ser feliz. Use o seu ferrão de escorpião para ajudar e não para oprimir.


Capricórnio

Deus nos ama de uma forma toda especial, eternamente, sem interesse pessoal. Por que não viver esse amor a título de experiência.


Sagitário

Não viva o desengano de viver sem amar o seu próimo, como Jesus nos amou. Mostre seu amor na partilha.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Você Sabia?...



  • Que a Páscoa é precedida da Quaresma?
  • Que no período da Quaresma, os cristãos devem iniciar um processo de conversão através da penitência e da ajuda ao próximo?
  • Que a Quaresma aparece registrada no começo do século IV no Oriente?
  • Que o jejum é uma características da Quaresma? Ela simboliza os Quarenta anos que o povo de Israel viveu no Deserto, os quarenta dias de Elias no Monte Horeb e os quarenta dias de jejum de Jesus no deserto.
  • Que a Quaresma inicia na 4ª feira de cinzas e termina no Domingo de Ramos quando começa a preparação para a Semana Santa?
  • Que na Quaresma todo o cristão examina sua vida e retorna ao caminho de Cristo, em união com os irmãos?

Seja seguidor de Jesus e viva bem a sua Quaresma Alcance com alegria o ápice da celebração da Semana Santa: a " RESSUREIÇÃO do SENHOR".

quarta-feira, 12 de março de 2008

Curiosidades

Esclarecendo dúvidas... Veneração de imagens... O que diz a Bíblia?...

Deus proibiu fazer imagens...
Ex 20.4 "... Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima nos céus, ou embiaxo sobre a terra, ou nas águas debaixo da terra..."
Explicando melhor: escultura de madeira ou de pedra representando simbolicamente a Deus sob a forma de astro, de pássaro, de animal, de planta, de animal aquático ou de homem. Deus proíbe a representação figurada de sua pessoa como objeto de adoração...
Ex 34, 17 "... Não farás deuses de metal fundido..."
Lv 26, 1 "... Não fareis ídolos. Não levantareis estátuas, nem estetas... para vos prostrardes diante deles..."
Nm 33, 52 "...destruíres as pedras esculpidas e estátuas fundidas..."
Dt 4, 23 "...Tende cuidado para não esquecer a aliança que o Senhor, vosso Deus, fez convosco e não façais uma imagem esculpida, representando o que quer que seja, como vos proibiu o Senhor, vosso Deus..."
Dt 5 , 8 "... Não farás para ti iamgem de esculturas representando o que quer que seja..."
Deus proibiu adorar imagens...
Ex 20, 5 "... Não te prostarás diante delas ( escultura / figura) e não lhes prestarás culto..."
Dt 11 , 16 "... Tende cuidado para que vosso coração não seja seduzido e vos desvieis do Senhor para servir a deuses estranhos, redendo-lhes culto e prostando-vos diante deles..."
Jz 2, 12 "... Abandonaram o Senhor... seguiram a outros deuses dos povos que habitavam ao redor, prostraram-se diante deles, ecitando a cólera do Senhor..."
Deus permitiu e mandou fazer imagens...
Ex 25, 18 "... Farás dois querubins de ouro batido nas duas extremidades da tampa da arca, um de cada lado..."
Ex 26, 1 "... Farás um tabernáculo com dez cortinas de linho fino... sobre os quais alguns querubins serão artisticamente bordados..."
Nm 21, 6-9 "... Faze uma serpente de bronze e fixa-a sobre um poste. Se alguém, mordido por serpente, olhar para a serpente de bronze, conservará a vida..."
2Rs 18, 4 "... Despedaçou a serpente que Moisés tinha feito, porque os Israelitas queimavam incenso diante dela..."
1Rs 6, 23- 32 "... Fez no Santuário 2 querubins de madeira de oliveira... mandou esculpir, em relevo, palmas, flores abertas... nos batentes de madeira de oliveira esculpir querubins..."
1Rs 7, 23 - 28 "... O palacio de Salomão era sustentado por 12 bois de metal... ornamentado por imagens de leões, touros e querubins..."
Novo Testamento
Jesus ilustra as realidades invisíveis usando imagens inspiradas em coisas visíveis. Na sua pedagogia divina de ensinar, o Mestre, que tem palavras de vida eterna, servia-se de imagens, figuras, alegorias, comparações, parábolas... Fala dos lírios do campo, da figueira, dos pássaros do céu, do bom pastor, da videira, da ovelha e moeda perdidas... Leva os ouvintes a passar das coisas visíveis ao amor dos invisíveis.
Dados Históricos
Na Sinagoga de Dura- Êuropos (na Babilônia) há imagens, como Moisés na sarça ardente, o sacrifício de Abraão, a saída do Egito, a visão de Ezequiel...
Antigos cemitérios (catacumbas) foram decorados com afrescos, inspirados em textos bíblicos: Noé slavo das águas, os três jovens fornalha, Daniel na cova dos leões, pães e peixes ( da multiplicação)...
Nas Igrejas imagens se tornaram a Bíblia do iletrados, dos simples, das crianças, exercendo uma função pedagógica de grande alcance...
Nos séculos VIII e IX, verificou-se na Igreja uma disputa em torno do uso das imagens: " a luta iconoclasta." Por influência do Judaismo, do Islamismo, e de seitas se questionava a legitimidade do culto das imagens. A questão foi levada ao Concílio de Nicéa II (787) que reafirmouo culto de veneração das imagens.
Caros leitores, vamos abrir a Bíblia e completar os textos numa verdadeira pesquisa. Iremos familiarizar-nos com as passagens bíblicas e concluir que Deus proibiu fazer imagens para fins idolátricos. Se for para adorá-las, é proibido. Se for para aproximar as pessoas de Deus, não só e permitido, como Deus mandou fazer. O mesmo Deus que proibiu fazer e ter imagens de ídolos, mandou fazer imagens de querubins de ouro e de madeira e uma serpente de bronze. Então, Deus não é contra termos imagens em casa, se soubermos usá-las.
Às vezes, irmãos na fé, nem sempre bem intencionados, só falam das imagens que Deus proibiu e nunca falam das imagens que Deus permitiu e mandou fazer. Deus não é contra as imagens, mas proíbe seu uso idolátrico. Ter facas, fósforos, veneno contra insetos na cozinha é necessário e sabendo usá-los são ótimos. Porém se alguém perde o juízo e os usa para ferir, incendiar e envenenar, então a culpa cabe a quem usa errado e não da faca, do fósforo e do veneno.
Pessoas sem conhecimento e cultura bíblica se deixam impressionar quando alguém ataca, calunia e condena o uso de imagens, servindo-se unilaterlamente de textos bíblicos.
Temos imagens, mas não as adoramos, temos fósforos, mas não pomos fogo na casa... A bíblia lida de maneira inteligente faz bem a todos. Veneramos os santos de nossa devoção, mas não adoramos suas imagens. Guardamos com amor a fotografia de nossa mãezinha, a veneramos por tudo quanto significou e fez por nós, mas não há idolatria, nem adoramos a fotografia.
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